Para finalizar o blog e o semestre nos tivemos de criar um projeto envolvendo algum tema da cidade. Nele, tivemos de elaborar uma nova maneira de atrair os educandos. Foi muito interessante a realização, pois primeiramente nos colocamos no lugar do aluno para saber o que nos atrairia e após nos colocamos como professores em busca de uma nova forma de ensino.
O tema que recortamos foi o folclore e a cultura da nossa tão querida Ilha da Magia, utilizamos das obras de Franklin Cascaes bem como o filme A antropóloga, visto que ambos trazem traços fortes da cultura daqui. Como atividades de fixação desenvolvemos uma espécie de rally dentro da UFSC, onde os alunos realizariam atividades para conseguir chegar ao objetivo final e um teatro que seria preparado por eles seguido de debate.
Foi muito boa a elaboração da atividade, pois nos permitiu pensar o ensino de uma forma interacionista e aplicar muitos dos métodos que aprendemos na Disciplina de Didática B. Dessa forma, me despeço da Disciplina agradecendo a todos que acompanharam o blog e desejando aos mesmos um feliz Natal e próspero Ano Novo!
Olá, sou Priscilla N. Pessôa de Lima, graduanda da quarta fase de História da Universidade Federal de Santa Catarina. Nesse espaço, vou expor algumas ideias e discussões sobre Didática B. Espero que gostem e exponham a sua opinião. Obrigada!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A Temática da Avaliação Escolar
A avaliação escolar é um tema que vem sendo, através dos tempos, o grande desafio entre os educadores e pedagogos. A questão é: O que avaliar? Como avaliar? Quando avaliar? A quem avaliar?
O papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem não deve ser um mero instrumento para medir, através de uma prova, se o aluno sabe ou não sabe o conteúdo, mais que isso, deve ser um meio capaz de detectar, também, as falhas do professor e deve ser visto por este como uma alavanca com capacidade de fazê-lo buscar o aperfeiçoamento e melhor qualificação, pois, como se sabe, o conhecimento não é estangue e é necessário que não fiquemos parados no tempo, usando métodos antigos, tanto de ensinar como de avaliar.
Os sistemas de ensino devem se adequar a realidade de seus alunos, bem como ao momento em que está passando a sociedade. É preciso exigir do aluno aquilo que este é capaz de produzir, mas tendo o cuidado para não tornar a escola, através de sua avaliação, um instrumento de exclusão do aluno.
O professor deve instigar o aluno, provocar desafios, tornar suas aulas atrativas, concorrer com o mundo fora da sala de aula. O aluno deve sentir prazer pelo estudo, deve querer sempre mais, buscar mais, de tal forma que o conhecimento contribua para seu crescimento interior. Nesse processo é fácil avaliar, pois o professor tem conhecimento sobre seu aluno e a avaliação funciona como ponto de partida para um novo objetivo.
A avaliação somente como instrumento para determinar se houve aprendizagem de conteúdos, torna a escola excludente, visto que existe as desigualdades sociais e as diferenças individuais. Se a escola só avalia o cognitivo deve levar em conta os fatores externos que de maneira direta influenciam no comportamento do aluno, pois pode acontecer de numa prova, este estar passando por algum problema emocional, ou mesmo de ordem fisiológica,e naquele momento não conseguir expressar o que sabe e, indiferente, a isso o professor soma acertos e contabiliza erros, tornando a avaliação desfavorável ao aluno, visto que, nesse caso o que conta não é o que ele sabe e sim o que deixou de acertar.
Ao passo que uma avaliação que considere o educando na sua totalidade, buscando valorizar o que ele sabe e corrigir o que não sabe passa a ser para o aluno quanto para o professor um grande meio de comunicação, pois está aí uma avaliação que informa e corrige, uma avaliação capaz de ajudar ambos a crescerem, cada um na sua esfera. O que se espera de uma avaliação formativa é que ela venha a esse encontro favorecendo com o seu uso todos os envolvidos.
O aluno deve ser informado de seus resultados, deve ter o retorno de seus trabalhos e provas, devidamente corrigidos. O professor deve fazer isto com precisão, deixando bem claro seus objetivos, só assim haverá um elo de ligação entre ambos e aí estabelecido a confiança não será tão maçante ao professor avaliar e tão sacrificado ao aluno ser avaliado.
Paralelo a uma avaliação real temos uma avaliação ideal, aquela que coloca professor e aluno dentro de um mesmo processo, cuja a única finalidade é o crescimento do aluno. Onde avaliar significa verificar como o conhecimento está se incorporando no aluno e como modifica a sua compreensão de mundo e eleva a sua capacidade de participar da realidade onde está inserido.
Mas, mesmo sendo uma temática tão estudada e debatida a avaliação ainda é um grande desafio. Ao professor cabe a dúvida e ao aluno a incerteza.
O papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem não deve ser um mero instrumento para medir, através de uma prova, se o aluno sabe ou não sabe o conteúdo, mais que isso, deve ser um meio capaz de detectar, também, as falhas do professor e deve ser visto por este como uma alavanca com capacidade de fazê-lo buscar o aperfeiçoamento e melhor qualificação, pois, como se sabe, o conhecimento não é estangue e é necessário que não fiquemos parados no tempo, usando métodos antigos, tanto de ensinar como de avaliar.
Os sistemas de ensino devem se adequar a realidade de seus alunos, bem como ao momento em que está passando a sociedade. É preciso exigir do aluno aquilo que este é capaz de produzir, mas tendo o cuidado para não tornar a escola, através de sua avaliação, um instrumento de exclusão do aluno.
O professor deve instigar o aluno, provocar desafios, tornar suas aulas atrativas, concorrer com o mundo fora da sala de aula. O aluno deve sentir prazer pelo estudo, deve querer sempre mais, buscar mais, de tal forma que o conhecimento contribua para seu crescimento interior. Nesse processo é fácil avaliar, pois o professor tem conhecimento sobre seu aluno e a avaliação funciona como ponto de partida para um novo objetivo.
A avaliação somente como instrumento para determinar se houve aprendizagem de conteúdos, torna a escola excludente, visto que existe as desigualdades sociais e as diferenças individuais. Se a escola só avalia o cognitivo deve levar em conta os fatores externos que de maneira direta influenciam no comportamento do aluno, pois pode acontecer de numa prova, este estar passando por algum problema emocional, ou mesmo de ordem fisiológica,e naquele momento não conseguir expressar o que sabe e, indiferente, a isso o professor soma acertos e contabiliza erros, tornando a avaliação desfavorável ao aluno, visto que, nesse caso o que conta não é o que ele sabe e sim o que deixou de acertar.
Ao passo que uma avaliação que considere o educando na sua totalidade, buscando valorizar o que ele sabe e corrigir o que não sabe passa a ser para o aluno quanto para o professor um grande meio de comunicação, pois está aí uma avaliação que informa e corrige, uma avaliação capaz de ajudar ambos a crescerem, cada um na sua esfera. O que se espera de uma avaliação formativa é que ela venha a esse encontro favorecendo com o seu uso todos os envolvidos.O aluno deve ser informado de seus resultados, deve ter o retorno de seus trabalhos e provas, devidamente corrigidos. O professor deve fazer isto com precisão, deixando bem claro seus objetivos, só assim haverá um elo de ligação entre ambos e aí estabelecido a confiança não será tão maçante ao professor avaliar e tão sacrificado ao aluno ser avaliado.
Paralelo a uma avaliação real temos uma avaliação ideal, aquela que coloca professor e aluno dentro de um mesmo processo, cuja a única finalidade é o crescimento do aluno. Onde avaliar significa verificar como o conhecimento está se incorporando no aluno e como modifica a sua compreensão de mundo e eleva a sua capacidade de participar da realidade onde está inserido.
Mas, mesmo sendo uma temática tão estudada e debatida a avaliação ainda é um grande desafio. Ao professor cabe a dúvida e ao aluno a incerteza.
Novas Didáticas
Atualmente estão atribuindo, quer por parte dos governos, quer por parte das famílias, funções que não são inerentes à educação escolar, transformando a escola num instrumento de múltiplas funções, impedindo-a de cumprir seu verdadeiro papel: alfabetizar, ensinar, instruir, preparar o indivíduo para o exercício da cidadania moderna.O homem hoje não é mais o mesmo de décadas passadas, a cultura de hoje também não é a mesma. Estamos vivendo em uma sociedade em que as relações culturais são universais. Portanto, a escola hoje tem de preparar o homem para viver na sociedade atual, nem tanto na sociedade do passado, nem tanto na sociedade do futuro.
A escola é uma instituição social e, como tal, está inserida na história. É instituição que sofre e exerce influência na sociedade e, por assim ser, muito se tem estudado e refletido sobre metodologias e didáticas para tornar o processo educativo mais atraente e produtivo.
Várias teorias pedagógicas surgiram através dos tempos, vários pedagogos, cientistas, sociólogos, filósofos e estudiosos dedicaram seu tempo a estudar e formular teorias com o intuito de tornar a escola mais acessível ao aluno. Muitas dessas teorias as escolas se adaptaram e seguiram na formação de seu currículo como se fosse um farol iluminando o caminho dos educadores. Algumas teorias foram positivas, outras nem tanto.
A nova didática se preocupa em formar uma escola que promova uma educação necessária, considerando o aluno como sujeito ativo de sua aprendizagem, buscando a construção de novos saberes, privilegiando competências, respeitando a diversidade cultural, bem como as diferenças individuais, valorizando a autonomia do aluno, consolidando a aprendizagem na vivência dos alunos, motivando o prazer e a vontade de aprender e principalmente atuando nas interaçãoes sociais, onde o indivíduo deve agir e interagir, contribuindo para as mudanças e melhorias do seu contexto.
Mesmo com uma ideologia tão nobre, onde o ser está acima de tudo, ainda existem grandes dúvidas. Por que em escolas onde o currículo é formado dentro de uma nova didática ainda existe um grande índice de repetência e evasão escolar? Por que os alunos estão cada vez mais agressivos e menos motivados ao estudo? Por que há ainda tanta falta de professores nas escolas? Por que os alunos estão saindo cada vez menos preparados para enfrentar a sociedade? Por que os alunos demonstram tanta falta de conhecimentos? Por que os vestibulares mais reprovam do aprovam?
Em se tratando de educação, ensino e aprendizagem devemos extrair o que de bom tem cada teoria e montarmos nossa linha de ação, pois para romper com o antigo é necessário muito empenho nas mudanças para que a ruptura não traga mais prejuízos do que benefícios. Toda teoria tem pontos positivos e negativos, dependendo do contexto e do momento, os professores não devem seguir somente uma linha ou teoria pedagógica acreditando que depende disso o fruto de seu trabalho. Estar aberto as mudanças e buscar aperfeiçoar o que está dando certo é o caminho para se alcançar os objetivos propostos.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sou interacionista?
Estamos vivendo em uma era, a qual mudou a história do tempo, do espaço, das identidades e do mundo. O conhecimento vem acelerado, o homem busca acompanhar o crescimento de tal forma que possa agir e interagir em todas as esferas.
O homem através dos tempos dominou o mundo, passou da emoção para a razão, deixou de ser um elemento da natureza e passou a dominá-la, colocando-a a serviço dele mesmo, atribuindo-lhe a explicação de tudo, deixou de ser místico e tornou-se séptico. Evoluiu através do conhecimento, buscou o progresso da tecnologia e tornou-se um tecnocrata, desvendou mistérios, revelou a causa de doenças e de forma linear descobriu a cura, mas isso não o tornou um ser mais feliz e realizado. As grandes conquistas não proporcionaram ao homem realizações pessoais e sim o desejo de buscar cada vez mais o seu lugar no espaço.
Sobretudo e, apesar de ser tecnicista o homem é um ser humanista, por natureza, é isso que o diferencia dos outros animais, o homem é um ser social que precisa da interação com o outro, é através das relações intra e interpessoais que ele se realiza e se humaniza.
Em meio a toda evolução da espécie humana o homem vem buscando a autocompreensão, vencendo limites, derrubando barreiras, procurando conhecer a si mesmo para poder compreender o outro.
É nesta concepção humanista que o profissional docente se insere, pois a educação deve estar voltada para a formação integral do indivíduo, nem só o lado técnico, nem só o lado humano, mas um indivíduo capaz de ser sujeito e não apenas objeto dentro da práxis educativa.
Para acompanhar este mundo em constante transformação os professores devem estar preocupados com sua formação continuada para que a educação não fique estagnada no tempo. O profissional docente de hoje não é o mesmo de ontem e deve ter o cuidado para não ser o mesmo amanhã. É necessário estar sempre se atualizando para poder acompanhar o ritmo do conhecimento que está cada vez mais acelerado. Nesse processo deve haver interação entre os sujeitos envolvidos.
Pensando nisso me coloco como um ser interacionista, pois acredito que o professor, sem dúvida nenhuma, é o guia que mostra aos seus alunos um caminho a seguir. Sabemos que sua figura está aí para indicar o caminho, mas não para impor-lhes o caminho, já que a escolha é de livre arbítrio. É pela postura do professor, pela sua atuação, pela sua prática pedagógica que ele poderá ajudar na formação do seu aluno. É o fazer bem, ou o fazer por fazer que fará a diferença na formação deste.
Quando se fala em interação do professor se pensa em todo um conjunto de regras e normas, muitas vezes impostas pela sociedade, mas não se pode esquecer da dignidade humana, da realização pessoal, da felicidade. Quando o professor passa ao aluno estes sentimentos, as regras morais passam a fazer parte de um contexto que leva a pessoa a buscar um crescimento interior e este é o verdadeiro caminho que todos querem seguir.
Ao bom professor há os melhores alunos, pois a melhor aprendizagem se dá na troca de experiências e na interação professor e aluno, bem como na interação aluno e professor, onde todas as experiências são valorizadas e, na relação que estes têm com o mundo.
É fácil ser interacionista quando colocamos nossos valores e valorizamos o outro, quando sentimos que é na interação que crescemos e proporcionamos ao outro crescer, quando aprendemos não só pela teoria e prática, mas acima de tudo pela troca de experiências.
O homem através dos tempos dominou o mundo, passou da emoção para a razão, deixou de ser um elemento da natureza e passou a dominá-la, colocando-a a serviço dele mesmo, atribuindo-lhe a explicação de tudo, deixou de ser místico e tornou-se séptico. Evoluiu através do conhecimento, buscou o progresso da tecnologia e tornou-se um tecnocrata, desvendou mistérios, revelou a causa de doenças e de forma linear descobriu a cura, mas isso não o tornou um ser mais feliz e realizado. As grandes conquistas não proporcionaram ao homem realizações pessoais e sim o desejo de buscar cada vez mais o seu lugar no espaço.
Sobretudo e, apesar de ser tecnicista o homem é um ser humanista, por natureza, é isso que o diferencia dos outros animais, o homem é um ser social que precisa da interação com o outro, é através das relações intra e interpessoais que ele se realiza e se humaniza.
Em meio a toda evolução da espécie humana o homem vem buscando a autocompreensão, vencendo limites, derrubando barreiras, procurando conhecer a si mesmo para poder compreender o outro.
É nesta concepção humanista que o profissional docente se insere, pois a educação deve estar voltada para a formação integral do indivíduo, nem só o lado técnico, nem só o lado humano, mas um indivíduo capaz de ser sujeito e não apenas objeto dentro da práxis educativa.
Para acompanhar este mundo em constante transformação os professores devem estar preocupados com sua formação continuada para que a educação não fique estagnada no tempo. O profissional docente de hoje não é o mesmo de ontem e deve ter o cuidado para não ser o mesmo amanhã. É necessário estar sempre se atualizando para poder acompanhar o ritmo do conhecimento que está cada vez mais acelerado. Nesse processo deve haver interação entre os sujeitos envolvidos.
Pensando nisso me coloco como um ser interacionista, pois acredito que o professor, sem dúvida nenhuma, é o guia que mostra aos seus alunos um caminho a seguir. Sabemos que sua figura está aí para indicar o caminho, mas não para impor-lhes o caminho, já que a escolha é de livre arbítrio. É pela postura do professor, pela sua atuação, pela sua prática pedagógica que ele poderá ajudar na formação do seu aluno. É o fazer bem, ou o fazer por fazer que fará a diferença na formação deste.
Quando se fala em interação do professor se pensa em todo um conjunto de regras e normas, muitas vezes impostas pela sociedade, mas não se pode esquecer da dignidade humana, da realização pessoal, da felicidade. Quando o professor passa ao aluno estes sentimentos, as regras morais passam a fazer parte de um contexto que leva a pessoa a buscar um crescimento interior e este é o verdadeiro caminho que todos querem seguir.
Ao bom professor há os melhores alunos, pois a melhor aprendizagem se dá na troca de experiências e na interação professor e aluno, bem como na interação aluno e professor, onde todas as experiências são valorizadas e, na relação que estes têm com o mundo.
É fácil ser interacionista quando colocamos nossos valores e valorizamos o outro, quando sentimos que é na interação que crescemos e proporcionamos ao outro crescer, quando aprendemos não só pela teoria e prática, mas acima de tudo pela troca de experiências.
Pedagogia Queer
Nas últimas décadas o mundo tem passado por uma grande transformação em todas as áreas e uma das grandes dificuldades que encontra hoje o educador é estar aberto ao novo sem romper com o antigo, as empresas passaram a conviver com níveis sem precedentes de turbulência que forçaram a transformar-se continuamente. Nesse contexto, as organizações são compelidas a adaptar-se e evoluir progressivamente, seus membros precisam, para acompanhar essas mudanças, adquirir novas habilidades e competências, em resposta a busca da competividade e da sobrevivência, e por consequência a pedagogia deve evoluir na mesma proporção. Os novos desafios que norteiam a Política Educacional devem considerar na condução de uma sociedade em que todos os bens materiais e culturais estejam disponíveis para todos os cidadãos.
A pedagogia atual leva a pensar que o ato pedagógico consiste não em transmitir, mas em criar condições para que o educando descubra por si mesmo e construa seu próprio conhecimento, oportunizando a este que se autoposicione diante da vida como uma forma de participar do conhecimento e dos valores conquistados pela humanidade, os quais nos permitem a viver em sociedade. O comportamento esperado do educador deve estar voltado para o conhecimento cognitivo e comportamental que permitam ao cidadão a capacidade para lidar com incertezas, substituindo a regidez pela flexibilidade e rapidez. O educador terá que estar voltado para uma visão de continuidade, buscando ampliar os horizontes dos educandos.
Com isto, a pedagogia é chamada a rever seus currículos e sua didática, a assumir novas tarefas em função de novas competências, de maneira que possa contribuir para a formação integral do sujeito. A atividade pedagógica deve propiciar ao indivíduo ser sujeito participante ativo na construção de sua identidade, com autonomia nas trocas de experiências, situando-se no tempo e espaço de sua história e de seu contexto social.
A escola moderna é co-responsável pela comunidade e deve partcipar na construção de valores comunitários implementando projetos de responsabilidade social. Deve estimular a criatividade em todos os sentidos, saber usar as novas tecnologias, antever as mudanças para saber como lidar com elas, pois estamos na era do conhecimento e da informação, nada pode ser estangue.
O desafio é manter e ampliar à qualidade do ensino, novas metodologias, que venham motivar e qualificar os educandos, buscar parcerias, como forma de gerir e sustentar a competitividade e sobrevivência num mundo de constante mudanças.
Estudos indicam que o comportamento humano é uma fonte de vantagem competitiva, crítica e contínua e que a contribuição de recursos humanos em conhecimento, habilidades, atitudes, valores fazem parte fundamental do processo pedagógico.
Sem os educadores as sociedades tornam-se acéfalas. Baseando-se que a competência é a capacidade de integrar conhecimentos diversos para concentrá-los na realização de tarefas, permite-se dizer que a pedagogia deve considerar a natureza evolutiva, pois o educador continua sendo relevante no papel de desenvolver recursos humanos, oportunizando condições ao educando de enfrentar novos desafios e obter resultados presentes e futuros.
A Pedagogia Queer deve buscar uma ação global e generalizada, onde sejam trabalhados e estudados todas as áreas do ser humano em todos os seus aspectos cognitivos, sócio afetivo e psicomotores, com a necessária flexibilidade. A escola deve buscar a inclusão dos excluídos, valorizar suas experiências sociais e culturais e assegurar-lhes condições necessárias para sua permanência na mesma, oferecendo uma escola mais atraente e evolutiva, na tentativa de diminuir a distância entre ricos e pobres e tornar a sociedade mais justa e igualitária.
A pedagogia atual leva a pensar que o ato pedagógico consiste não em transmitir, mas em criar condições para que o educando descubra por si mesmo e construa seu próprio conhecimento, oportunizando a este que se autoposicione diante da vida como uma forma de participar do conhecimento e dos valores conquistados pela humanidade, os quais nos permitem a viver em sociedade. O comportamento esperado do educador deve estar voltado para o conhecimento cognitivo e comportamental que permitam ao cidadão a capacidade para lidar com incertezas, substituindo a regidez pela flexibilidade e rapidez. O educador terá que estar voltado para uma visão de continuidade, buscando ampliar os horizontes dos educandos.
Com isto, a pedagogia é chamada a rever seus currículos e sua didática, a assumir novas tarefas em função de novas competências, de maneira que possa contribuir para a formação integral do sujeito. A atividade pedagógica deve propiciar ao indivíduo ser sujeito participante ativo na construção de sua identidade, com autonomia nas trocas de experiências, situando-se no tempo e espaço de sua história e de seu contexto social.
A escola moderna é co-responsável pela comunidade e deve partcipar na construção de valores comunitários implementando projetos de responsabilidade social. Deve estimular a criatividade em todos os sentidos, saber usar as novas tecnologias, antever as mudanças para saber como lidar com elas, pois estamos na era do conhecimento e da informação, nada pode ser estangue.
O desafio é manter e ampliar à qualidade do ensino, novas metodologias, que venham motivar e qualificar os educandos, buscar parcerias, como forma de gerir e sustentar a competitividade e sobrevivência num mundo de constante mudanças.
Estudos indicam que o comportamento humano é uma fonte de vantagem competitiva, crítica e contínua e que a contribuição de recursos humanos em conhecimento, habilidades, atitudes, valores fazem parte fundamental do processo pedagógico.
Sem os educadores as sociedades tornam-se acéfalas. Baseando-se que a competência é a capacidade de integrar conhecimentos diversos para concentrá-los na realização de tarefas, permite-se dizer que a pedagogia deve considerar a natureza evolutiva, pois o educador continua sendo relevante no papel de desenvolver recursos humanos, oportunizando condições ao educando de enfrentar novos desafios e obter resultados presentes e futuros.
A Pedagogia Queer deve buscar uma ação global e generalizada, onde sejam trabalhados e estudados todas as áreas do ser humano em todos os seus aspectos cognitivos, sócio afetivo e psicomotores, com a necessária flexibilidade. A escola deve buscar a inclusão dos excluídos, valorizar suas experiências sociais e culturais e assegurar-lhes condições necessárias para sua permanência na mesma, oferecendo uma escola mais atraente e evolutiva, na tentativa de diminuir a distância entre ricos e pobres e tornar a sociedade mais justa e igualitária.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Os estudos culturais
Os estudos culturais tiveram origem em 1964 na Universidade de Birmingham, questionando a compreensão de cultura dominante na crítica literário britânica. Inicialmente, a cultura era privilégio de um grupo restrito de pessoas, sendo cultura e democracia inversamente proporcionais.
Para Raymond Willians em Culture and Society a cultura deveria ser entendida como o modo de vida global de uma sociedade. Já Richard Hoggart, em seu livro The use os literacy essa definição ampliar-se-ia para a cultura popular, como livros populares, tabloides, rádio, televisão.
Os esforços iniciais do Centro concentravam-se nos estudos das “subculturas” tendo como livros mais importantes: Resistance throgh rituals touth subcultures in post-war Britain, sobre as culturas juvenis britânicas e, Subculture: the meaning of style, por Dick Hebdige. Dessa forma, o Centro passou a se preocupar também com a influência da mídia.
O Centro adotará referências marxistas bem como interpretações contemporâneas do mesmo, como a de Althusser e de Gramsci. Nos anos 80, cede-se lugar ao pós-estruturalismo de autores como Foucault e Derrida.
Duas tendências passam a dividir o Centro: as pesquisas de terreno, sobretudo etnográficas, dando ênfase às “subculturas urbanas” e, as interpretações textuais reservadas para a análise de programas de televisão, refletindo assim as origens disciplinares dos Estudos Culturais: a Sociologia e os Estudos Literários.
Os Estudos Culturais se diversificaram em vários países, enquanto algumas perspectivas continuam marxistas, outras dotam versões pós-estruturalistas. Da mesma forma, há uma versão centrada nas questões de gênero, de raça e de sexualidade.
Primeiramente, os Estudos Culturais concentram-se na análise da cultura compreendida, tal como na conceptualização de Raymond Willians como experiência vivida de um grupo social. Além disso, a cultura é, em certa medida, independente de outras esferas que poderiam ser consideradas determinantes na vida social. Sendo assim, a cultura é um campo onde se define não apenas a forma que o mundo deve ter, mas também a forma como as pessoas e os grupos devem ser, ou seja, é um jogo de poder.
Os Estudos Culturais se distinguem das disciplinas acadêmicas tradicionais pelo seu envolvimento político, visto que, as análises feitas nos Estudos Culturais nunca são neutras, tomando partido dos grupos em desvantagens, intervindo na vida política e social. Eles permitem-nos conceber o currículo como um campo de luta em torno da identidade, podendo ver assim, o conhecimento e o currículo como campos culturais sujeitos à disputa e à interpretação. Desse modo, a “instituição” do currículo é uma invenção social como qualquer outra e o “conteúdo” do currículo é uma construção social.
O pós-estruturalismo faz uma análise do currículo baseada nos Estudos Culturais enfatizando o papel da linguagem e do discurso nesse processo de construção, adotando uma concepção menos estrutural de poder. Já uma perspectiva culturalista procura descrever diversas formas de conhecimento do currículo como resultado de um processo de construção social, buscando focalizar as diversas formas de conhecimento como “epistemologias sociais”, sendo o conhecimento um processo de interpretação social. Assim, ambos os tipos de conhecimento estão envolvidos numa economia do afeto que busca produzir certo tipo de subjetividade e identidade social.
A influência dos Estudos Culturais na elaboração de políticas de currículo e no currículo do cotidiano das salas de aula é mínima, visto que, o conhecimento é um objeto pré-existente e a pedagogia e o currículo consistem simplesmente em revelá-lo.
Uma das consequências da “virada culturalista” na teoralização curricular foi à diminuição das fronteiras entre o conhecimento acadêmico escolar e o conhecimento cotidiano. Ao mesmo tempo em que a cultura em geral é vista como uma pedagogia, a pedagogia é vista como uma forma cultural, podendo comparar assim, os processos escolares aos processos de sistemas culturais extra-escolares, como os programas de televisão ou as exposições de museus.
As instituições e instâncias culturais mais amplas também têm um currículo, mas não em um sentido explícito, tampouco em um oculto, transmitindo uma variedade de formas de conhecimento que são vitais na formação da identidade. Do ponto de vista pedagógico trata-se de formação e de entretenimento que influenciarão no comportamento das pessoas de maneiras cruciais. Entretanto, estes diferem da pedagogia e do currículo escolares, apresentando-se, ao contrário destes, de uma forma irresistível, mobilizando uma economia afetiva que é mais eficaz.
Autores como, Roger Simon, Henry Giroux, Joe Kincheloe e Shirley Steinberg, inauguram aquilo que se poderia chamar de “crítica cultural do currículo”. Henry Giroux se volta para a análise da pedagogia da mídia, como os filmes produzidos pela Disney, por exemplo, problematizando a inocência das produções culturais da mesma. Joe Kincheloe analisa as peças publicitárias do McDonald’s flagrando representações que celebram os valores conservadores de uma suposta família tradicional americana. Shirley Steinberg analisa os valores morais contidos na boneca Barbie, chamando de “kindercultura” a indústria cultural voltada para o público infantil.
O que caracteriza a cena social e cultural contemporânea é precisamente o apagamento das fronteiras entre instituições e esferas anteriormente consideradas como distintas, sendo essa a permeabilidade enfatizada pelos Estudos Culturais, vendo tanto a indústria cultural quanto o currículo escolar como artefatos culturais, tornando a crítica curricular também cultural.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O Papel do Professor de História
O professor de História é um profissional qua atua na interação interna do aprendiz, agindo como mediador. Nesse papel de mediação que exerce no processo de aprendizagem pode vir a ser um agente facilitador da mesma.
O papel do professor não se resume em transmitir conhecimentos, mas criar situações significativas que deem condições ao educando de se apropriar destes, bem como, contextualizar o que aprende.
Como a disciplina de História é mais interativa compete ao professor motivar os alunos, precisando para isso conhecer suas individalidades, seus problemas, seus anseios, suas condições e a partir dai montar um plano de trabalho que lhe possibilite levar o conhecimento ao educando, buscando alternartivas que lhe propicie satisfação com os resultados da aprendizagem.
O professor de História não pode e não deve confiar em uma metodologia especial, milagrosa, mas na experiência fundamentada na sua competência pedagógica. Seu trabalho só pode ter sentido quando este assume suas condições de agente e sujeito da aprendizagem.
Cabe ao professor de História ser flexível e compreensivo a fim de criar um ambiente agradável, apropriado para que a aprendizagem se realize. Estimular os alunos de forma permanente e aceitar o que surgir deles, ouvir o que o aluno tem para dizer, preocupar-se mais em ser verdadeiro do que ser útil.
Na maioria das escolas a ação do professor de História se baseia em transmitir conhecimentos, fatos históricos, datas históricas e acreditar que o resultado em provas, onde a reprodução de tais conteúdos é o suficiente para demonstrar se houve ou não a aprendizagem do aluno. É preciso atualização desses profissionais, pois o conteúdo de História deve levar o aluno a ter uma postura perante a sociedade, a se localizar no tempo e espaço. Nesse sentido cabe ao professor criar situações instigantes para que os alunos expressem as suas próprias compreensões e opiniões sobre os assuntos e investiguem outras possibilidades de explicação para os conhecimentos estudados.
O papel do professor não se resume em transmitir conhecimentos, mas criar situações significativas que deem condições ao educando de se apropriar destes, bem como, contextualizar o que aprende.
Como a disciplina de História é mais interativa compete ao professor motivar os alunos, precisando para isso conhecer suas individalidades, seus problemas, seus anseios, suas condições e a partir dai montar um plano de trabalho que lhe possibilite levar o conhecimento ao educando, buscando alternartivas que lhe propicie satisfação com os resultados da aprendizagem.
O professor de História não pode e não deve confiar em uma metodologia especial, milagrosa, mas na experiência fundamentada na sua competência pedagógica. Seu trabalho só pode ter sentido quando este assume suas condições de agente e sujeito da aprendizagem.
Cabe ao professor de História ser flexível e compreensivo a fim de criar um ambiente agradável, apropriado para que a aprendizagem se realize. Estimular os alunos de forma permanente e aceitar o que surgir deles, ouvir o que o aluno tem para dizer, preocupar-se mais em ser verdadeiro do que ser útil.
Na maioria das escolas a ação do professor de História se baseia em transmitir conhecimentos, fatos históricos, datas históricas e acreditar que o resultado em provas, onde a reprodução de tais conteúdos é o suficiente para demonstrar se houve ou não a aprendizagem do aluno. É preciso atualização desses profissionais, pois o conteúdo de História deve levar o aluno a ter uma postura perante a sociedade, a se localizar no tempo e espaço. Nesse sentido cabe ao professor criar situações instigantes para que os alunos expressem as suas próprias compreensões e opiniões sobre os assuntos e investiguem outras possibilidades de explicação para os conhecimentos estudados.
A Importância do Currículo e as suas Variações
Qual o papel da escola e da educação nos dias de hoje? Muito se fala sobre isso, pois a sociedade acabou atribuindo à educação um novo papel e múltiplas funções: instruir, ensinar valores, ética, cidadania, crise social, saúde, desemprego, até mesmo a questão da fome, pois é inadmissível acreditar que uma criança vá a escola simplesmente por causa da merenda, é inadmissível atrelar a inclusão e permanência na escola a programas assistencialistas como o bolsa escola e bolsa família, onde o aluno recebe para frequentar a escola. Desta maneira a escola se converte em aparelho para resolver questões do Estado.
O que é essencial como função da educação escolar é a preparação do indivíduo para o exercício da cidadania: cidadãos conscientes para os dias de hoje. Isso significa formar o homem capaz de conviver com influências e interferências mundiais em todos seus aspectos.
A escola é uma instituição social que sofre influências e com isso reflete no que acontece ao seu redor. Ela não é apenas o local onde se reproduzem os interesses, os valores, a cultura e a ideologia. Ela não é uma instituição neutra frente à realidade social, para isso precisa ser democrática e preparar os indivíduos para a democracia.
É nesse sentido que devemos perguntar como deve ser o perfil da escola necessária para atender a realidade social.
Ter uma escola democrática significa ter uma educação escolar que compreenda as diversas interferências que perpassam as sociedades e que organiza o ensino de forma a levar o aluno a compreender o seu papel individual e o papel que desempenha no grupo para assim poder interferir nas ações da sociedade e dentro do contexto em que vive.
A atividade pedagógica não é solitária, é um conjunto de atos, normas e regras que concorrem para o crescimento e a formação do educando, bem como o desenvolvimento de suas habilidades.
É necessário além de um educador com perfil para o trabalho escolar um currículo e uma organização administrativa adequados com a realidade.
O currículo escolar é o instrumento que a escola usa para preparar o aluno para o exercício da cidadania. É fundamental saber qual a essencialidade do currículo, visto que, ele deve contribuir para que o aluno possa compreender o que se passa no mundo, bem como compreender as formas de agir e atuar nele.
Através do currículo podemos abrir as janelas para que os alunos vejam um mundo melhor, se vejam nele, compreendam-no melhor, porque só é possível compreender aquilo que se conhece. As janelas para o mundo são os conhecimentos que permitem a posse de uma visão ampla do mundo. Para isso é necessário que a organização curricular leve em conta as diversidades culturais e o contexto social em que o aluno está inserido.
A organização curricular vem sofrendo modificações através dos tempos, pois não se concebe mais uma educação onde só se leva em conta a transmissão de conhecimentos, onde o aluno é meramente expectador, o currículo deve estar voltado para a formação integral do aluno onde este é o sujeito da sua educação, com capacidades críticas, porque tem conhecimento do assunto e a capacidade de melhorar o espaço que habita, porque conhece suas necessidades individuais e coletivas.
A escola é uma instituição social que sofre influências e com isso reflete no que acontece ao seu redor. Ela não é apenas o local onde se reproduzem os interesses, os valores, a cultura e a ideologia. Ela não é uma instituição neutra frente à realidade social, para isso precisa ser democrática e preparar os indivíduos para a democracia.
É nesse sentido que devemos perguntar como deve ser o perfil da escola necessária para atender a realidade social.
Ter uma escola democrática significa ter uma educação escolar que compreenda as diversas interferências que perpassam as sociedades e que organiza o ensino de forma a levar o aluno a compreender o seu papel individual e o papel que desempenha no grupo para assim poder interferir nas ações da sociedade e dentro do contexto em que vive.
A atividade pedagógica não é solitária, é um conjunto de atos, normas e regras que concorrem para o crescimento e a formação do educando, bem como o desenvolvimento de suas habilidades.
É necessário além de um educador com perfil para o trabalho escolar um currículo e uma organização administrativa adequados com a realidade.
O currículo escolar é o instrumento que a escola usa para preparar o aluno para o exercício da cidadania. É fundamental saber qual a essencialidade do currículo, visto que, ele deve contribuir para que o aluno possa compreender o que se passa no mundo, bem como compreender as formas de agir e atuar nele.
Através do currículo podemos abrir as janelas para que os alunos vejam um mundo melhor, se vejam nele, compreendam-no melhor, porque só é possível compreender aquilo que se conhece. As janelas para o mundo são os conhecimentos que permitem a posse de uma visão ampla do mundo. Para isso é necessário que a organização curricular leve em conta as diversidades culturais e o contexto social em que o aluno está inserido.
A organização curricular vem sofrendo modificações através dos tempos, pois não se concebe mais uma educação onde só se leva em conta a transmissão de conhecimentos, onde o aluno é meramente expectador, o currículo deve estar voltado para a formação integral do aluno onde este é o sujeito da sua educação, com capacidades críticas, porque tem conhecimento do assunto e a capacidade de melhorar o espaço que habita, porque conhece suas necessidades individuais e coletivas.
O Brasil adotou algumas formas de organizar o tempo escolar. Passou de um regime seriado, no qual os conteúdos deveriam ser aprendidos pelos alunos de forma e tempos determinados. Regime assim distribuído: Estudo Primário, que compreendia de primeiro ao quinto ano. Ginasial da primeira a quarta série. Científico ou Técnico, do primeiro ao terceiro ano, para o regime seriado em dois níveis. Ensino Fundamental de primeira a oitava série e Ensino do Segundo Grau de primeiro ao terceiro ano.
Sempre na tentativa de buscar uma escola ideal com o objetivo de preparar o homem para a sociedade, considerando a individualidade do aluno e valorizando suas habilidades optou-se por um regime ciclado dividido em tempos que variam em dois e três anos de duração, levando-se em conta as diferenças evolutivas do aluno, buscando atender as suas necessidades e sua inclusão na sociedade. Este regime ainda persiste em uma minoria de escolas.
Paralelo a estes períodos funcionaram as escolas com ensino técnico e preparação para o trabalho (PPT).
Hoje, o governo brasileiro tem priorizado o ensino técnico, com o objetivo de formar mão-de-obra em menos tempo e possibilitar a entrada dos alunos no mercado de trabalho, oportunizando condições de melhor qualidade de vida.
Mas, embora venha sofrendo mudanças, avanços, aplicação de novas metodologias e propostas pedagógicas a escola sempre teve e terá um papel significativo em todas as esferas sócio políticas na busca de melhor qualidade de vida, porém é um processo lento, ainda com resultados indesejados, alcançando uma margem de aprovação abaixo do que se espera do desempenho escolar. Percebe-se um desânimo de educando e educadores insatisfeitos com o pouco que lhes é oferecido, para que se possa elevar o nível de conhecimento, pois a escola que o Brasil precisa é aquela com capacidade de garantir uma educação voltada para os interesses da maioria da sociedade, que inicie nos primeiros anos escolares até a universidade.
Sempre na tentativa de buscar uma escola ideal com o objetivo de preparar o homem para a sociedade, considerando a individualidade do aluno e valorizando suas habilidades optou-se por um regime ciclado dividido em tempos que variam em dois e três anos de duração, levando-se em conta as diferenças evolutivas do aluno, buscando atender as suas necessidades e sua inclusão na sociedade. Este regime ainda persiste em uma minoria de escolas.
Paralelo a estes períodos funcionaram as escolas com ensino técnico e preparação para o trabalho (PPT).
Hoje, o governo brasileiro tem priorizado o ensino técnico, com o objetivo de formar mão-de-obra em menos tempo e possibilitar a entrada dos alunos no mercado de trabalho, oportunizando condições de melhor qualidade de vida.
Mas, embora venha sofrendo mudanças, avanços, aplicação de novas metodologias e propostas pedagógicas a escola sempre teve e terá um papel significativo em todas as esferas sócio políticas na busca de melhor qualidade de vida, porém é um processo lento, ainda com resultados indesejados, alcançando uma margem de aprovação abaixo do que se espera do desempenho escolar. Percebe-se um desânimo de educando e educadores insatisfeitos com o pouco que lhes é oferecido, para que se possa elevar o nível de conhecimento, pois a escola que o Brasil precisa é aquela com capacidade de garantir uma educação voltada para os interesses da maioria da sociedade, que inicie nos primeiros anos escolares até a universidade.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A Função Social da Escola
Desde os tempos mais primórdios o homem buscou viver em pequenos grupos e cada grupo assumia uma função: a família, a religião, a sociedade, a escola... A preocupação inicial era a luta pela sobrevivência. Cabia ao pai prover a família com seu trabalho e a mãe o cuidado com a casa e com a educação dos filhos. A escola contribuía com o aprendizado, com a formação de profissionais, os métodos de ensino eram basicamente transmitir conhecimentos, uma educação bancária onde o professor depositava o que sabia e o aluno ia armazenando tais informaçãoes.
Com o passar dos tempos houveram mudanças, o conhecimento se renovou muito rápido, as pessoas se transformaram e a disputa do mercado de trabalho e o homem passa a dar mais importância ao ter do que o ser, surge então a necessidade de uma reforma social, pois as famílias perdem o controle da educação dos filhos. Há uma inversão de valores, os pais deixam de dar educação e valores morais aos filhos e jogam essa responsabilidade para a escola. A escola, por sua vez, assume o papel social de formar o cidadão, produto do seu meio, onde o aluno deve estar inserido no seu contexto, levando em conta suas experiências e seu conteúdo de vida, buscando a inclusão.
Comecei a pensar então na função que a escola tem perante a sociedade e percebi que ao pensarmos em escola, logo vem uma palavra relacionada a ela: educação. Conclui então, que a sociedade de hoje espera que toda a educação venha da escola e dos meios sociais os quais ela está envolvida, esquecendo que, antes de sermos alunos, somos seres humanos, filhos, e que temos que ser educados antes mesmo de sabermos o que é "escola". Aliás, acho que muita gente, mesmo já tendo passado por ela, ainda não sabe qual é a sua função propriamente dita, visto que, ela acaba sendo vista como o único instrumento de socialização da sociedade, sendo que este papel também deveria ser atribuído à família, aos grupos sociais e aos meios de comunicação.
Para os autores e correntes da sociologia da educação, o objetivo da socialização na escola é preparar o aluno para o mundo do trabalho. Porém, não é fácil entender como se exerce essa preparação, visto que essa requer o desenvolvimento de uma nova geração, de novas ideias, conhecimentos, habilidades, disposições, atitudes e interesses. Também atribui-se ao processo de socialização na escola a formação do cidadão para a sua intervenção na vida pública visando as normas de convivência.
Perguntei a alguns amigos qual era a opinião deles sobre a função social da escola. Aline Pessôa Bertelli, 24 anos, esteticista e cosmetóloga, declarou que a função social da escola é dar oportunidade de conhecimento a todos e mostrar que o mundo é muito além daquela que conhecemos em casa. Pedro Henrique Faccione Angeli, 20 anos, estudante de Arquitetura da UCS, considera que a função social da escola é letrar as crianças e também formar pessoas boas; perguntei a ele então se ele considera que a escola deve formar o caráter dos alunos e em resposta ele disse que caráter vem de casa, mas que a escola também influencia. Gustavo Carnesella, 20 anos, estudante de Direito na UFSC, acredita que a função social da escola deveria ser preparar a pessoa para a vida em sociedade, para ser independente, mas que, na verdade a escola só condiciona a pessoa e não a estimula as diferentes visões, ou seja, não estimula o aluno a pensar por si, mas sim a reproduzir o conhecimento que recebeu; perguntei a ele o que ele acha que deveria ser feito para suprir esse defeito e ele disse que devido a preparação pro vestibular o professor acaba nem tendo espaço pra esse tipo de discussão com o aluno, pois no vestibular isso não é importante, o importante são as "verdades" prontas. Essa questão do vestibular chama muito a minha atenção ao pensar o quanto ela influi na função social da escola e o quanto ela acaba se tornando uma contradição dentro do processo de socialização, visto que muitas vezes valores que poderiam ser discutidos em sala de aula e usados no nosso dia-a-dia como cidadãos não tem espaço, já que, necessitamos passar no vestibular para entrarmos em uma universidade.
É lamentável pensar que todo um conhecimento de anos na escola seja resumido a uma simples prova a qual não mede conhecimento algum, visto que não são perguntas objetivas que fazem do aluno um ser inteligente ou não, ou então que fazem do cidadão um ser apto a frequentar uma universidade. Da mesma forma que o ensino fundamental e médio é um direito de todos a universidade também deveria ser, pois se nós passamos por toda uma formação escolar, deveria significar que já estamos aptos para o ensino superior. Mas, infelizmente a educação ainda não é assim.
Sem querer polemizar, está cada dia mais difícil "engolir" a situação da educação no Brasil, enquanto os banqueiros enriquecem cada vez mais, a educação continua em um nível lamentável no qual apenas os mais favorecidos economicamente tem acesso a um ensino de qualidade. Isso é decorrente de uma política que se recusa a mudar: não há interesse nenhum em melhorar a educação, pois se esta fosse melhorada, intelectuais seriam formados, e para os políticos daqui não é interessante a formação intelectual do cidadão, visto que, a partir do momento que mentes são formadas, as mesmas mentes já não vão mais aceitar o sistema do jeito que ele é, e assim o sistema vai cair.
Dessa forma, a função da escola acaba ficando deturpada, pois o papel que o professor poderia ter de ajuda na formação de caráter e opinião fica vago em meio de tanta informação que pode até ser importante no vestibular, mas que na vida não tem significado algum. Um exemplo interessante é a fórmula da aceleração, tão cobrada nos vestibulares, mas na vida, ao dirigirmos um carro, jamais pensamos nela, é completamente inútil. Ao contrário de muitos pensadores dotados de fortes opiniões que poderíamos estudar na vida escolar, mas que não tem valor algum na escola, visto que não são parte do currículo do vestibular.
Por fim, a escola precisa se renovar, pois o aluno é rico em informações, mas pobre em valores. Dessa forma, ele acaba desconhecendo seus limites e deveres, em contrapartida usando somente a tecnologia em seu favor. O ensino de hoje geralmente não atrai o aluno, continua dando informações, no entanto não prepara esse aluno para viver em sociedade, com capacidade de melhorar o ambiente em que vive e buscar um mundo melhor para si mesmo.
Com o passar dos tempos houveram mudanças, o conhecimento se renovou muito rápido, as pessoas se transformaram e a disputa do mercado de trabalho e o homem passa a dar mais importância ao ter do que o ser, surge então a necessidade de uma reforma social, pois as famílias perdem o controle da educação dos filhos. Há uma inversão de valores, os pais deixam de dar educação e valores morais aos filhos e jogam essa responsabilidade para a escola. A escola, por sua vez, assume o papel social de formar o cidadão, produto do seu meio, onde o aluno deve estar inserido no seu contexto, levando em conta suas experiências e seu conteúdo de vida, buscando a inclusão.
Comecei a pensar então na função que a escola tem perante a sociedade e percebi que ao pensarmos em escola, logo vem uma palavra relacionada a ela: educação. Conclui então, que a sociedade de hoje espera que toda a educação venha da escola e dos meios sociais os quais ela está envolvida, esquecendo que, antes de sermos alunos, somos seres humanos, filhos, e que temos que ser educados antes mesmo de sabermos o que é "escola". Aliás, acho que muita gente, mesmo já tendo passado por ela, ainda não sabe qual é a sua função propriamente dita, visto que, ela acaba sendo vista como o único instrumento de socialização da sociedade, sendo que este papel também deveria ser atribuído à família, aos grupos sociais e aos meios de comunicação.
Para os autores e correntes da sociologia da educação, o objetivo da socialização na escola é preparar o aluno para o mundo do trabalho. Porém, não é fácil entender como se exerce essa preparação, visto que essa requer o desenvolvimento de uma nova geração, de novas ideias, conhecimentos, habilidades, disposições, atitudes e interesses. Também atribui-se ao processo de socialização na escola a formação do cidadão para a sua intervenção na vida pública visando as normas de convivência.
Perguntei a alguns amigos qual era a opinião deles sobre a função social da escola. Aline Pessôa Bertelli, 24 anos, esteticista e cosmetóloga, declarou que a função social da escola é dar oportunidade de conhecimento a todos e mostrar que o mundo é muito além daquela que conhecemos em casa. Pedro Henrique Faccione Angeli, 20 anos, estudante de Arquitetura da UCS, considera que a função social da escola é letrar as crianças e também formar pessoas boas; perguntei a ele então se ele considera que a escola deve formar o caráter dos alunos e em resposta ele disse que caráter vem de casa, mas que a escola também influencia. Gustavo Carnesella, 20 anos, estudante de Direito na UFSC, acredita que a função social da escola deveria ser preparar a pessoa para a vida em sociedade, para ser independente, mas que, na verdade a escola só condiciona a pessoa e não a estimula as diferentes visões, ou seja, não estimula o aluno a pensar por si, mas sim a reproduzir o conhecimento que recebeu; perguntei a ele o que ele acha que deveria ser feito para suprir esse defeito e ele disse que devido a preparação pro vestibular o professor acaba nem tendo espaço pra esse tipo de discussão com o aluno, pois no vestibular isso não é importante, o importante são as "verdades" prontas. Essa questão do vestibular chama muito a minha atenção ao pensar o quanto ela influi na função social da escola e o quanto ela acaba se tornando uma contradição dentro do processo de socialização, visto que muitas vezes valores que poderiam ser discutidos em sala de aula e usados no nosso dia-a-dia como cidadãos não tem espaço, já que, necessitamos passar no vestibular para entrarmos em uma universidade.
É lamentável pensar que todo um conhecimento de anos na escola seja resumido a uma simples prova a qual não mede conhecimento algum, visto que não são perguntas objetivas que fazem do aluno um ser inteligente ou não, ou então que fazem do cidadão um ser apto a frequentar uma universidade. Da mesma forma que o ensino fundamental e médio é um direito de todos a universidade também deveria ser, pois se nós passamos por toda uma formação escolar, deveria significar que já estamos aptos para o ensino superior. Mas, infelizmente a educação ainda não é assim.
Sem querer polemizar, está cada dia mais difícil "engolir" a situação da educação no Brasil, enquanto os banqueiros enriquecem cada vez mais, a educação continua em um nível lamentável no qual apenas os mais favorecidos economicamente tem acesso a um ensino de qualidade. Isso é decorrente de uma política que se recusa a mudar: não há interesse nenhum em melhorar a educação, pois se esta fosse melhorada, intelectuais seriam formados, e para os políticos daqui não é interessante a formação intelectual do cidadão, visto que, a partir do momento que mentes são formadas, as mesmas mentes já não vão mais aceitar o sistema do jeito que ele é, e assim o sistema vai cair.
Dessa forma, a função da escola acaba ficando deturpada, pois o papel que o professor poderia ter de ajuda na formação de caráter e opinião fica vago em meio de tanta informação que pode até ser importante no vestibular, mas que na vida não tem significado algum. Um exemplo interessante é a fórmula da aceleração, tão cobrada nos vestibulares, mas na vida, ao dirigirmos um carro, jamais pensamos nela, é completamente inútil. Ao contrário de muitos pensadores dotados de fortes opiniões que poderíamos estudar na vida escolar, mas que não tem valor algum na escola, visto que não são parte do currículo do vestibular.
Por fim, a escola precisa se renovar, pois o aluno é rico em informações, mas pobre em valores. Dessa forma, ele acaba desconhecendo seus limites e deveres, em contrapartida usando somente a tecnologia em seu favor. O ensino de hoje geralmente não atrai o aluno, continua dando informações, no entanto não prepara esse aluno para viver em sociedade, com capacidade de melhorar o ambiente em que vive e buscar um mundo melhor para si mesmo.
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