quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Hora de dar tchau!

Para finalizar o blog e o semestre nos tivemos de criar um projeto envolvendo algum tema da cidade. Nele, tivemos de elaborar uma nova maneira de atrair os educandos. Foi muito interessante a realização, pois primeiramente nos colocamos no lugar do aluno para saber o que nos atrairia e após nos colocamos como professores em busca de uma nova forma de ensino.
O tema que recortamos foi o folclore e a cultura da nossa tão querida Ilha da Magia, utilizamos das obras de Franklin Cascaes bem como o filme A antropóloga, visto que ambos trazem traços fortes da cultura daqui. Como atividades de fixação desenvolvemos uma espécie de rally dentro da UFSC, onde os alunos realizariam atividades para conseguir chegar ao objetivo final e um teatro que seria preparado por eles seguido de debate.
Foi muito boa a elaboração da atividade, pois nos permitiu pensar o ensino de uma forma interacionista e aplicar muitos dos métodos que aprendemos na Disciplina de Didática B. Dessa forma, me despeço da Disciplina agradecendo a todos que acompanharam o blog e desejando aos mesmos um feliz Natal e próspero Ano Novo!

A Temática da Avaliação Escolar

       A avaliação escolar é um tema que vem sendo, através dos tempos, o grande desafio entre os educadores e pedagogos. A questão é: O que avaliar? Como avaliar? Quando avaliar? A quem avaliar?
      O papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem não deve ser um mero instrumento para medir, através de uma prova, se o aluno sabe ou não sabe o conteúdo, mais que isso, deve ser um meio capaz de detectar, também, as falhas do professor e deve ser visto por este como uma alavanca com capacidade de fazê-lo buscar o aperfeiçoamento e melhor qualificação, pois, como se sabe, o conhecimento não é estangue e é necessário que não fiquemos parados no tempo, usando métodos antigos, tanto de ensinar como de avaliar.
      Os sistemas de ensino devem se adequar a realidade de seus alunos, bem como ao momento em que está passando a sociedade. É preciso exigir do aluno aquilo que este é capaz de produzir, mas tendo o cuidado para não tornar a escola, através de sua avaliação, um instrumento de exclusão do aluno.
      O professor deve instigar o aluno, provocar desafios, tornar suas aulas atrativas, concorrer com o mundo  fora da sala de aula. O aluno deve sentir prazer pelo estudo, deve querer sempre mais, buscar mais, de tal forma que o conhecimento contribua para seu crescimento interior. Nesse processo é fácil avaliar, pois o professor tem conhecimento sobre seu aluno e a avaliação funciona como ponto de partida para um novo objetivo.
      A avaliação somente como instrumento para determinar se houve aprendizagem de conteúdos, torna a escola excludente, visto que existe as desigualdades sociais e as diferenças individuais. Se a escola só avalia o cognitivo deve levar em conta os fatores externos que de maneira direta influenciam no comportamento do aluno, pois pode acontecer de numa prova, este estar passando por algum problema emocional, ou mesmo de ordem fisiológica,e naquele momento não conseguir expressar o que sabe e, indiferente, a isso o professor soma acertos e contabiliza erros, tornando a avaliação desfavorável ao aluno, visto que, nesse caso o que conta não é o que ele sabe e sim o que deixou de acertar.
      Ao passo que uma avaliação que considere o educando na sua totalidade, buscando valorizar o que ele sabe e corrigir o que não sabe passa a ser para o aluno quanto para o professor um grande meio de comunicação, pois está aí uma avaliação que informa e corrige, uma avaliação capaz de ajudar ambos a crescerem, cada um na sua esfera. O que se espera de uma avaliação formativa é que ela venha a esse encontro favorecendo com o seu uso todos os envolvidos.
     O aluno deve ser informado de seus resultados, deve ter o retorno de seus trabalhos e provas, devidamente corrigidos. O professor deve fazer isto com precisão, deixando bem claro seus objetivos, só assim haverá um elo de ligação entre ambos e aí estabelecido a confiança não será tão maçante ao professor avaliar e tão sacrificado ao aluno ser avaliado.
     Paralelo a uma avaliação real temos uma avaliação ideal, aquela que coloca professor e aluno dentro de um mesmo processo, cuja a única finalidade é o crescimento do aluno. Onde avaliar significa verificar como o conhecimento está se incorporando no aluno e como modifica a sua compreensão de mundo e eleva a sua capacidade de participar da realidade onde está inserido.
      Mas, mesmo sendo uma temática tão estudada e debatida a avaliação ainda é um grande desafio. Ao professor cabe a dúvida e ao aluno a incerteza.

Novas Didáticas

Atualmente estão atribuindo, quer por parte dos governos, quer por parte das famílias, funções que não são inerentes à educação escolar, transformando a escola num instrumento de múltiplas funções, impedindo-a de cumprir seu verdadeiro papel: alfabetizar, ensinar, instruir, preparar o indivíduo para o exercício da cidadania moderna.
      O homem hoje não é mais o mesmo de décadas passadas, a cultura de hoje também não é a mesma. Estamos vivendo em uma sociedade em que as relações culturais são universais. Portanto, a escola hoje tem de preparar o homem para viver na sociedade atual, nem tanto na sociedade do passado, nem tanto na sociedade do futuro.
      A escola é uma instituição social e, como tal, está inserida na história. É instituição que sofre e exerce influência na sociedade e, por assim ser, muito se tem estudado e refletido sobre metodologias e didáticas para tornar o processo educativo mais atraente e produtivo.
      Várias teorias pedagógicas surgiram através dos tempos, vários pedagogos, cientistas, sociólogos, filósofos e estudiosos dedicaram seu tempo a estudar e formular teorias com o intuito de tornar a escola mais acessível ao aluno. Muitas dessas teorias as escolas se adaptaram e seguiram na formação de seu currículo como se fosse um farol iluminando o caminho dos educadores. Algumas teorias foram positivas, outras nem tanto.
      A nova didática se preocupa em formar uma escola que promova uma educação necessária, considerando o aluno como sujeito ativo de sua aprendizagem, buscando a construção de novos saberes, privilegiando competências, respeitando a diversidade cultural, bem como as diferenças individuais, valorizando a autonomia do aluno, consolidando a aprendizagem na vivência dos alunos, motivando o prazer e a vontade de aprender e principalmente atuando nas interaçãoes sociais, onde o indivíduo deve agir e interagir, contribuindo para as mudanças e melhorias do seu contexto.
      Mesmo com uma ideologia tão nobre, onde o ser está acima de tudo, ainda existem grandes dúvidas. Por que em escolas onde o currículo é formado dentro de uma nova didática ainda existe um grande índice de repetência e evasão escolar?  Por que os alunos estão cada vez mais agressivos e menos motivados ao estudo? Por que há ainda tanta falta de professores nas escolas? Por que os alunos estão saindo cada vez menos preparados para enfrentar a sociedade? Por que os alunos demonstram tanta falta de conhecimentos? Por que os vestibulares mais reprovam do aprovam?
      Em se tratando de educação, ensino e aprendizagem devemos extrair o que de bom tem cada teoria e montarmos nossa linha de ação, pois para romper com o antigo é necessário muito empenho nas mudanças para que a ruptura não traga mais prejuízos do que benefícios. Toda teoria tem pontos positivos e negativos, dependendo do contexto e do momento, os professores não devem seguir somente uma linha ou teoria pedagógica acreditando que depende disso o fruto de seu trabalho. Estar aberto as mudanças e buscar aperfeiçoar o que está dando certo é o caminho para se alcançar os objetivos propostos.