O papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem não deve ser um mero instrumento para medir, através de uma prova, se o aluno sabe ou não sabe o conteúdo, mais que isso, deve ser um meio capaz de detectar, também, as falhas do professor e deve ser visto por este como uma alavanca com capacidade de fazê-lo buscar o aperfeiçoamento e melhor qualificação, pois, como se sabe, o conhecimento não é estangue e é necessário que não fiquemos parados no tempo, usando métodos antigos, tanto de ensinar como de avaliar.
Os sistemas de ensino devem se adequar a realidade de seus alunos, bem como ao momento em que está passando a sociedade. É preciso exigir do aluno aquilo que este é capaz de produzir, mas tendo o cuidado para não tornar a escola, através de sua avaliação, um instrumento de exclusão do aluno.
O professor deve instigar o aluno, provocar desafios, tornar suas aulas atrativas, concorrer com o mundo fora da sala de aula. O aluno deve sentir prazer pelo estudo, deve querer sempre mais, buscar mais, de tal forma que o conhecimento contribua para seu crescimento interior. Nesse processo é fácil avaliar, pois o professor tem conhecimento sobre seu aluno e a avaliação funciona como ponto de partida para um novo objetivo.
A avaliação somente como instrumento para determinar se houve aprendizagem de conteúdos, torna a escola excludente, visto que existe as desigualdades sociais e as diferenças individuais. Se a escola só avalia o cognitivo deve levar em conta os fatores externos que de maneira direta influenciam no comportamento do aluno, pois pode acontecer de numa prova, este estar passando por algum problema emocional, ou mesmo de ordem fisiológica,e naquele momento não conseguir expressar o que sabe e, indiferente, a isso o professor soma acertos e contabiliza erros, tornando a avaliação desfavorável ao aluno, visto que, nesse caso o que conta não é o que ele sabe e sim o que deixou de acertar.
Ao passo que uma avaliação que considere o educando na sua totalidade, buscando valorizar o que ele sabe e corrigir o que não sabe passa a ser para o aluno quanto para o professor um grande meio de comunicação, pois está aí uma avaliação que informa e corrige, uma avaliação capaz de ajudar ambos a crescerem, cada um na sua esfera. O que se espera de uma avaliação formativa é que ela venha a esse encontro favorecendo com o seu uso todos os envolvidos.O aluno deve ser informado de seus resultados, deve ter o retorno de seus trabalhos e provas, devidamente corrigidos. O professor deve fazer isto com precisão, deixando bem claro seus objetivos, só assim haverá um elo de ligação entre ambos e aí estabelecido a confiança não será tão maçante ao professor avaliar e tão sacrificado ao aluno ser avaliado.
Paralelo a uma avaliação real temos uma avaliação ideal, aquela que coloca professor e aluno dentro de um mesmo processo, cuja a única finalidade é o crescimento do aluno. Onde avaliar significa verificar como o conhecimento está se incorporando no aluno e como modifica a sua compreensão de mundo e eleva a sua capacidade de participar da realidade onde está inserido.
Mas, mesmo sendo uma temática tão estudada e debatida a avaliação ainda é um grande desafio. Ao professor cabe a dúvida e ao aluno a incerteza.
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