Nas últimas décadas o mundo tem passado por uma grande transformação em todas as áreas e uma das grandes dificuldades que encontra hoje o educador é estar aberto ao novo sem romper com o antigo, as empresas passaram a conviver com níveis sem precedentes de turbulência que forçaram a transformar-se continuamente. Nesse contexto, as organizações são compelidas a adaptar-se e evoluir progressivamente, seus membros precisam, para acompanhar essas mudanças, adquirir novas habilidades e competências, em resposta a busca da competividade e da sobrevivência, e por consequência a pedagogia deve evoluir na mesma proporção. Os novos desafios que norteiam a Política Educacional devem considerar na condução de uma sociedade em que todos os bens materiais e culturais estejam disponíveis para todos os cidadãos.
A pedagogia atual leva a pensar que o ato pedagógico consiste não em transmitir, mas em criar condições para que o educando descubra por si mesmo e construa seu próprio conhecimento, oportunizando a este que se autoposicione diante da vida como uma forma de participar do conhecimento e dos valores conquistados pela humanidade, os quais nos permitem a viver em sociedade. O comportamento esperado do educador deve estar voltado para o conhecimento cognitivo e comportamental que permitam ao cidadão a capacidade para lidar com incertezas, substituindo a regidez pela flexibilidade e rapidez. O educador terá que estar voltado para uma visão de continuidade, buscando ampliar os horizontes dos educandos.
Com isto, a pedagogia é chamada a rever seus currículos e sua didática, a assumir novas tarefas em função de novas competências, de maneira que possa contribuir para a formação integral do sujeito. A atividade pedagógica deve propiciar ao indivíduo ser sujeito participante ativo na construção de sua identidade, com autonomia nas trocas de experiências, situando-se no tempo e espaço de sua história e de seu contexto social.
A escola moderna é co-responsável pela comunidade e deve partcipar na construção de valores comunitários implementando projetos de responsabilidade social. Deve estimular a criatividade em todos os sentidos, saber usar as novas tecnologias, antever as mudanças para saber como lidar com elas, pois estamos na era do conhecimento e da informação, nada pode ser estangue.
O desafio é manter e ampliar à qualidade do ensino, novas metodologias, que venham motivar e qualificar os educandos, buscar parcerias, como forma de gerir e sustentar a competitividade e sobrevivência num mundo de constante mudanças.
Estudos indicam que o comportamento humano é uma fonte de vantagem competitiva, crítica e contínua e que a contribuição de recursos humanos em conhecimento, habilidades, atitudes, valores fazem parte fundamental do processo pedagógico.
Sem os educadores as sociedades tornam-se acéfalas. Baseando-se que a competência é a capacidade de integrar conhecimentos diversos para concentrá-los na realização de tarefas, permite-se dizer que a pedagogia deve considerar a natureza evolutiva, pois o educador continua sendo relevante no papel de desenvolver recursos humanos, oportunizando condições ao educando de enfrentar novos desafios e obter resultados presentes e futuros.
A Pedagogia Queer deve buscar uma ação global e generalizada, onde sejam trabalhados e estudados todas as áreas do ser humano em todos os seus aspectos cognitivos, sócio afetivo e psicomotores, com a necessária flexibilidade. A escola deve buscar a inclusão dos excluídos, valorizar suas experiências sociais e culturais e assegurar-lhes condições necessárias para sua permanência na mesma, oferecendo uma escola mais atraente e evolutiva, na tentativa de diminuir a distância entre ricos e pobres e tornar a sociedade mais justa e igualitária.

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