Estamos vivendo em uma era, a qual mudou a história do tempo, do espaço, das identidades e do mundo. O conhecimento vem acelerado, o homem busca acompanhar o crescimento de tal forma que possa agir e interagir em todas as esferas.
O homem através dos tempos dominou o mundo, passou da emoção para a razão, deixou de ser um elemento da natureza e passou a dominá-la, colocando-a a serviço dele mesmo, atribuindo-lhe a explicação de tudo, deixou de ser místico e tornou-se séptico. Evoluiu através do conhecimento, buscou o progresso da tecnologia e tornou-se um tecnocrata, desvendou mistérios, revelou a causa de doenças e de forma linear descobriu a cura, mas isso não o tornou um ser mais feliz e realizado. As grandes conquistas não proporcionaram ao homem realizações pessoais e sim o desejo de buscar cada vez mais o seu lugar no espaço.
Sobretudo e, apesar de ser tecnicista o homem é um ser humanista, por natureza, é isso que o diferencia dos outros animais, o homem é um ser social que precisa da interação com o outro, é através das relações intra e interpessoais que ele se realiza e se humaniza.
Em meio a toda evolução da espécie humana o homem vem buscando a autocompreensão, vencendo limites, derrubando barreiras, procurando conhecer a si mesmo para poder compreender o outro.
É nesta concepção humanista que o profissional docente se insere, pois a educação deve estar voltada para a formação integral do indivíduo, nem só o lado técnico, nem só o lado humano, mas um indivíduo capaz de ser sujeito e não apenas objeto dentro da práxis educativa.
Para acompanhar este mundo em constante transformação os professores devem estar preocupados com sua formação continuada para que a educação não fique estagnada no tempo. O profissional docente de hoje não é o mesmo de ontem e deve ter o cuidado para não ser o mesmo amanhã. É necessário estar sempre se atualizando para poder acompanhar o ritmo do conhecimento que está cada vez mais acelerado. Nesse processo deve haver interação entre os sujeitos envolvidos.
Pensando nisso me coloco como um ser interacionista, pois acredito que o professor, sem dúvida nenhuma, é o guia que mostra aos seus alunos um caminho a seguir. Sabemos que sua figura está aí para indicar o caminho, mas não para impor-lhes o caminho, já que a escolha é de livre arbítrio. É pela postura do professor, pela sua atuação, pela sua prática pedagógica que ele poderá ajudar na formação do seu aluno. É o fazer bem, ou o fazer por fazer que fará a diferença na formação deste.
Quando se fala em interação do professor se pensa em todo um conjunto de regras e normas, muitas vezes impostas pela sociedade, mas não se pode esquecer da dignidade humana, da realização pessoal, da felicidade. Quando o professor passa ao aluno estes sentimentos, as regras morais passam a fazer parte de um contexto que leva a pessoa a buscar um crescimento interior e este é o verdadeiro caminho que todos querem seguir.
Ao bom professor há os melhores alunos, pois a melhor aprendizagem se dá na troca de experiências e na interação professor e aluno, bem como na interação aluno e professor, onde todas as experiências são valorizadas e, na relação que estes têm com o mundo.
É fácil ser interacionista quando colocamos nossos valores e valorizamos o outro, quando sentimos que é na interação que crescemos e proporcionamos ao outro crescer, quando aprendemos não só pela teoria e prática, mas acima de tudo pela troca de experiências.

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